sábado, 3 de março de 2012

21º Ressuscitou em Araras - Diocese de Limeira

Monte sua caravana e venha participar conosco!!!
Entrada franca.
TRANSFORMA-ME SENHOR!!!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Carta da Coordenação Estadual Min. Musica e Artes

08 de fevereiro de 2012.
A paz de Jesus meus irmãos!

Bendito seja Deus por esse ano que se inicia, pelo chamado que o Espírito nos faz a cada dia, e pela resposta de cada um de vocês diante das adversidades.
Minha oração é para que nós coordenadores do ministério de música e artes consigamos a todo o momento honrar o nosso chamado e consequentemente o nosso SIM.

Este ano em especial em que a RCC vem com a moção do pastoreio, mas que se inicia com o questionamento do nosso amor por Jesus, e só depois vem o chamado a apascentar as ovelhas, vejo aqui o princípio de qualquer serviço prestado no movimento, o amor a Jesus.

O fundamento de nosso serviço prestado ao movimento é o amor por Jesus e aquele que ama de verdade faz tudo com muita alegria, e se desprende de tudo para agradar o amado. Jesus é o centro, o motivo, a causa de qualquer passo que damos no serviço de evangelização, nisto não haveria sentido estar à frente de um povo se não for por amor ao nosso Senhor.

Existe sempre uma boa intenção em querer convencer os artistas de nossa diocese a terem uma vida de oração, a serem ungidos, dedicados e comprometidos. Queremos que sejam obedientes e que nos ajudem a realizar os projetos que temos em mente para a diocese. Irmãos, isso nunca será possível se você mesmo não der testemunho do seu amor por Jesus. Ele foi muito claro ao perguntar a Pedro, “Tu me ama mais do que estes”? (Jo 21, 15) Reparem irmãos que Jesus não pergunta somente se Pedro o ama, mas sim se o ama mais do que os outros.

Jesus exige daquele que está à frente um amor maior, pois não fomos chamados a qualquer coisa, e sim para cuidar daqueles que nem mesmo são nossos, as ovelhas não são nossas e sim do Senhor, “apascenta as minhas ovelhas” (Jo 21, 17). Se quisermos atrair as ovelhas para perto de nós, só o conseguiremos quando estivermos apaixonados por Jesus, enamorados por Ele, envolvidos por inteiro com o amado de nossa alma.

O testemunho de amor a Jesus se da no desprendimento, no querer se desgastar sem medida, está em carregar a cruz e sem murmurar, sem impor empecilho, sem colocar desculpas. Entenda, você é o primeiro a ser otimista, você é o primeiro pra trabalhar, você é o primeiro a dar testemunho de um adorador, você é o primeiro a querer honrar o movimento no qual está representando. Seja você o maior apaixonado por Jesus e todos te ouvirão, todos vão te entender, todos vão querer estar perto de você, pois você é quem vai estar mais perto do mestre.


Só posso dizer que amo uma pessoa quando eu a conheço, e só posso conhecer se estiver perto, se tiver convivência, assim, meu amor por Jesus não está no trabalho que executo na RCC e sim na minha busca constante por um encontro pessoal com Ele. Veja as palavras do nosso Santo Padre Bento XVI: “Desde o princípio do meu ministério como Sucessor de Pedro, lembrei a necessidade de redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo”. (Carta Apostólica do sumo pontífice Bento XVI com a qual se proclama o ano da fé).


Quando vemos a moção da RCC para este ano, logo fitamos os olhos no apascentar, e com essas palavras do Santo Padre, vemos que quando ele foi escolhido à apascentar a Igreja de Cristo, ele viu a necessidade de “primeiro” redescobrir o caminho da fé, que o leva ao encontro pessoal com Jesus. O testemunho que Bento XVI nos dá é claro, tenhamos um encontro pessoal com Jesus, nos deixemos enamorar e assim saberemos Apascentar as ovelhas de Cristo. Vamos redescobrir esse caminho irmãos, vamos trilhar novamente esse trajeto que nos levou a um amor que foi capaz de abalar as estruturas de nossas vidas.

Apascentar as ovelhas de Cristo sem primeiro o amar se torna uma tarefa impossível!



Juninho Cassimiro
Coordenador estadual do Ministério de Música e Artes SP

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Encerramento ENF 2012 em Lorena / SP

Apascenta as minhas ovelhas!

Por Lucimar Maziero
Coordenadora Nacional do Ministério de Formação/Grupo de Oração Javé Chammá


Em 2011, motivada pela moção de “lançar as redes”, a Renovação Carismática Católica buscou viver de forma ainda mais intensa o chamado missionário, envolvendo os Grupos de Oração e expressões carismáticas. Tal temática trouxe-nos um impulso renovado que nos levou a irmos em busca dos filhos de Deus, levando a Boa Notícia: Jesus Cristo está vivo, Ele é o Senhor, nos ama, salva e ainda hoje realiza milagres e prodígios! Esse anúncio de salvação tem feito com que milhares de pessoas, espalhadas pelo nosso país, experimentem o amor incondicional de Deus.
Nesse sentido é importante destacar o papel dos Congressos Estaduais que motivaram a RCC do Brasil inteiro a caminhar guiada sob esse direcionamento. Vivemos uma grande convocação de norte a sul; de leste a oeste. Milhares de pessoas sendo chamadas a lançar as redes. Anunciar.Nas reuniões às sextas-feiras (antes de os eventos terem início), nossos líderes foram convocados a reafirmar o compromisso com a missão que o Senhor deu à RCC de evangelizar a partir do Batismo no Espírito Santo.
Esses encontros com os coordenadores diocesanos e seus respectivos núcleos foram marcados por momentos de oração, vivência fraterna, formações e partilha das Moções Proféticas para este tempo. Isso possibilitou uma atualização dos direcionamentos do Senhor e reforçou a unidade do Movimento, levando os participantes a avaliarem a visão organizacional e profética da RCC.

Todo esse mover de Deus proporcionou o fortalecimento da nossa identidade carismática, ampliou nossa visão. Podemos dizer que os encontros estaduais nos levaram a enxergarmos mais os sinais do Espírito na história do Movimento e, com isso, entendermos melhor quem somos e qual é o chamado de Deus para nós.
Ainda dentro desse contexto, os eventos foram momentos de “consertarmos as redes” (cf Lc 5,2), como nos fala o texto bíblico que impulsionou nossos trabalhos durante este ano. Coordenadores foram convidados a refletir sobre sua liderança e todos os carismáticos foram incentivados a terem uma postura perseverante, lançando as redes da evangelização, do serviço, da doação sempre que for necessário.
Podemos dizer, diante de tudo isso, que em 2011 nos tornamos mais fortes, mais unidos, mais missionários.
O operar de Deus tem promovido uma reconstrução em nosso meio. Um povo novo está se levantando. E, dessa forma, estamos percebendo que Deus está nos concedendo a graça de enchermos a nossa barca de peixes. Ou seja, chegarmos ao coração de mais e mais irmãos que ainda não conheciam Jesus e que, a partir das nossas atividades missionárias, fizeram uma experiência do Amor de Deus.

Hora de pastorear
Sim, meu irmão, minha irmã, já é possível ver os frutos da caminhada deste ano. Com a graça de Deus, muitas pessoas foram tocadas durante as missões desenvolvidas pelo nosso Movimento e têm procurado os Grupos de Oração, retomado os sacramentos e a vivência nas paróquias.
Tudo isso já é maravilhoso, mas certamente o Senhor tem muito mais para realizar em suas vidas. Diante dessa realidade, estamos entrando em uma nova fase na evangelização: a de refletir sobre como estamos tratando o rebanho do Senhor. Isso mesmo! Somos chamados a viver o mandato “Apascenta as minhas ovelhas” (Jo 21,15) e é por isso que esse será o tema que direcionará os trabalhos da RCC em 2012. Será um ano para cuidarmos das pessoas que estão assumindo seus postos, voltando para as pastagens do Senhor.
Quando falamos em apascentar, zelar, cuidar, estamos nos referindo ao pastoreio. O exemplo mais comum que nos vem à memória é o do pastor que cuida das ovelhas, assim como conhecemos pelo salmo 22, 1-3: “O Senhor é meu pastor e nada me faltará. Em verdes prados ele me faz repousar. Conduz-me junto às águas refrescantes, restaura as forças de minha alma. Pelos caminhos retos ele me leva, por amor do seu nome”.
Refletindo sobre essa passagem, podemos perceber que pastorear o povo de Deus é cuidar para que ele chegue até as boas pastagens. Nós, que estamos envolvidos com trabalhos de liderança, somos impulsionados pelo Espírito Santo a tomar a responsabilidade de apascentar e vigiar as pessoas do nosso Grupo de Oração e do nosso ministério. Dessa forma, levar o povo às boas pastagens é dar alimento a ele. Significa que precisamos cuidar do que estamos oferecendo aos nossos irmãos. Qual a qualidade da formação e da oração que estamos ofertando? Eles estão sendo acolhidos em um ambiente de amor fraterno e diálogo? Perguntas como essas devem ser feitas periodicamente para que a nossa evangelização seja autêntica.
Pastorear também significa proteger as ovelhas dos falsos pastores, dos lobos que chegam disfarçados com o intuito de roubar a vida do rebanho. Roubar vida, no sentido de usurpar a vida nova, a vida no Espírito.
Uma trajetória de amor
Vivemos um tempo de portas abertas no nosso Movimento. Penso que se pararmos um pouco para pensar, podemos observar as graças do Senhor no nosso meio: temos trabalhado para que nossas vidas sejam coordenadas pelo Senhor Jesus, para sermos um povo unido pela Palavra de Deus, que anuncia a Boa Notícia e semeia a Cultura de Pentecostes. Mas para que isso se consolide em todo nosso território nacional, os que exercem posição de pastores precisam trilhar a “trajetória do amor”.
À medida que novos irmãos vão entrando em nossos Grupos é muito importante que busquemos conhecê-los. Precisamos construir uma atmosfera de acolhimento, respeito e amor fraterno na qual as pessoas se sintam à vontade para abrirem-se umas às outras. Como nos ensina a Palavra, o pastor precisa conhecer as ovelhas do seu redil para cuidar delas. Já as ovelhas, precisam reconhecer a voz do pastor para poder segui-la.
Nessa dinâmica, são os líderes que iniciam a busca, pois os que estão perdidos não conseguem se encontrar. Para tanto, a metodologia de trabalho deve contemplar organização e amor-doação. Com um planejamento, aqueles que são pastores traçam orientações para a sua ação, definem o que deve ser feito e aonde se quer chegar. Entretanto, só estratégia não é suficiente. Para evangelizar e pastorear é preciso agir com amor. Somente assim é possível atingir os mais diferentes tipos de públicos e conhecer as peculiaridades de cada ovelha.
Depois de toda busca é necessário saber para onde conduzimos esse rebanho. E o primeiro papel do pastor é alimentá-lo com aquilo que é necessário para o seu crescimento espiritual e humano. Assim, a oração e a formação irão fortalecer as ovelhas e devem provocar nelas o desejo pela santidade.

O exemplo de Pedro
A atitude dos pastores é de extrema importância no mandato “apascenta minhas ovelhas”. O exemplo de Pedro nos ajuda no exercício do pastoreio. Os pastores devem orar pelas necessidades de seu rebanho e dar a eles aquilo que recebem do mestre. Foi o que Pedro fez. A Bíblia nos narra que ao encontrar um coxo na porta do templo, Pedro exclamou: “ouro e prata não tenho, mas o que tenho te dou, em nome de Jesus levanta-te e anda.” (cf. Atos 3,6).
Acima de todas as coisas, o que recebemos de Deus é o amor. Por isso, cuidar, zelar e apascentar exige amor. E dentro do nosso cotidiano, precisamos buscar formas simples de demonstrá-lo para quem está a nossa volta.
Pequenos atos como telefonar para aqueles membros do Grupo de Oração que estão faltando às reuniões, visitar a casa de quem tem algum familiar doente, dar atenção a todos sem distinção, organizar momentos de convivências fraternas entre os membros do Grupo são de extrema importância. Esses pequenos gestos podem nos garantir grandes resultados.
Essa é uma primeira reflexão a respeito desta temática. Durante todo o ano de 2012, iremos falar mais sobre isso, partilhar experiências, e também refletir sobre o papel de cada um que viveu a experiência do Batismo no Espírito Santo tem nesse mandato; Afinal todos nós somos chamados a amar, a cuidar, a zelar, proteger alguém. Somos responsáveis uns pelos outros. Ninguém esta isento dessa missão.
É importante que nos autoavaliemos e a partir daí busquemos meios de melhorar o serviço que prestamos ao nosso Senhor por meio de suas amadas ovelhas.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Igreja Maternal

A Igreja é mãe e mestra. Mestra que ensina, que orienta, que educa e forma. O evangelho de Jesus é o centro de irradiação de toda a verdade, de toda fé e também de todo ensinamento para a vida dos seus filhos. Na verdade, Jesus é o Mestre por excelência e a sua esposa, a Igreja, também deveria ser Mestra para as pessoas de todos os tempos.

A Igreja é mestra, mas não pode deixar de ser  Mãe. Mãe que gera filhos, mãe que educa, forma, orienta e acompanha. Mas há um específico da Igreja que é ser realizadora de coisas e empreendimentos que socorram, que aliviem as dores, que acudam nas diversas necessidades do povo. Então temos, criados ou assistidos pela Igreja: orfanatos, asilos, dispensários, creches, escolas, hospitais, santas casas, atendimento a crianças, atendimento a crianças de rua, acompanhamento de jovens deserdados, enfim, tem a Igreja um leque imenso de atividades e de realizações que nem o povo conhece todas.

A Igreja, através dos seus líderes que são os seus santos, sempre teve a mais solícita atenção para com os filhos carentes, necessitados e sofredores.

São Vicente de Paulo socorreu aos pobrezinhos de Paris, principalmente as crianças.

São Francisco de Assis foi o grande "amante" dos pobres. Temos lances realmente profundos de sua caridade para com os pobres. Ainda hoje os seus filhos, franciscanos e capuchinos, têm uma sopa diária para todos os que estão com fome. Forma-se diariamente na porta do convento a fila da fome e da misericórdia.

São Camilo de Léllis é o grande protetor dos enfermos. No doente, nosso santo via a pessoa de Jesus Cristo.

Em Turin, na Itália, existe um local imenso que acode a milhares de pessoas de todas as idades, fundado por Dom Orione. Enquanto o alimento chega das diversas partes do mundo, as irmãs religiosas postam-se diante do Santíssimo Sacramento para adorar a Jesus e esperar o seu dom de pão para os irmãos que sofrem.

Este artigo seria muito longo para relatarmos tudo o que a Igreja faz como mãe. Basta olhar para sua cidade, no caso aqui, Limeira, e você verá quantos postos de atendimento temos voltados para o povo pobre.

Louvemos a Jesus que é maravilhoso na sua Igreja. Foi Ele quem disse: "Este é o meu mandamento, amai-vos uns aos outros como eu vos amei."

Monsenhor Gustavo Mantovani.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Ano Novo e a Cultura de Pentecostes

Na visão de muitos antropólogos, o homem possui uma necessidade de viver em ciclos, com marcos que possam estabelecer noções de términos e reinícios. Na tradição da cultura ocidental, no entanto, o tempo apresenta-se de forma linear e momentos como a "passagem de ano", por exemplo, parecem sugerir espontaneamente um "recomeçar a vida", num esforço de manifestar esse desejo cíclico do ser humano. A passagem de ano é um momento em que “fim e começo” parecem se tocar. Nesse momento há um despertar da esperança no homem, um desejo de recomeçar a vida, os projetos, os sonhos. O clima celebrativo e de forte conotação emotiva tem conotação mágica. É em meio à necessidade de fazer uma revisão da etapa anterior e da prospectiva da etapa seguinte, e envolvidos por votos de felicidade, paz, amor etc., que surgem as promessas: eu prometo que este ano vou deixar este vício, emagrecer, estudar, economizar mais, vou ser melhor, vou rezar mais, amar mais, e por aí vai... Poderíamos chamar isso de síndrome de fim de ano. Esse assunto é tão presente no comportamento da sociedade, atualmente, que diversos programadores desenvolveram sites que pudessem "ajudar" as pessoas a decidirem sobre suas novas promessas... O psicólogo britânico Richard Wiseman realizou uma pesquisa sobre essas promessas de final de ano e sugere que apenas 10% das pessoas conseguem cumprir com as resoluções definidas no fim do ano. Não obstante, as promessas, novas ou renovadas, continuam sendo feitas. As promessas humanas parecem ser tão duráveis quanto o som e o brilho dos fogos. As explosões dos “fogos” no céu acabam se tornando testemunhas de promessas humanas que cairão no esquecimento e não conseguirão ser cumpridas. Mas, e nós, carismáticos, às portas de um novo ano que surge e envolvidos pelo desejo de moldar a Cultura de Pentecostes em nosso tempo, qual deve ser a nossa atitude nesse momento tão significativo para a sociedade ocidental? Fazer “promessa” ou permitir que a promessa se cumpra? O verbo latino promittere (prometer) significa pro= à frente + mittere= enviar, mandar, emitir. Nesse sentido, pode-se traduzir como "enviar adiante, mandar à frente", ou ainda "levar a esperar". Prometer é comprometer-se a dar mais tarde. Diante de um grande desejo, a promessa "dá esperança" e propõe um compromisso. Na Bíblia encontram-se mais de 8,5 mil promessas, sendo que aproximadamente 85% dessas promessas são feitas pelo próprio Deus ao homem. Cerca de mil promessas encontradas na Bíblia são feitas de uma pessoa para a outra. Há promessas feitas do homem a Deus, pelos anjos ao homem, de Jesus aos discípulos etc. Na verdade, podemos até nos referir à Bíblia como um livro de promessas e cumprimento. Muitas promessas cumpridas, outras se cumprindo atualmente e, ainda, outras que se cumprirão a seu devido tempo. O Magistério nos ensina que "em várias circunstâncias, o cristão é convidado a fazer promessas a Deus. O Batismo e a Confirmação, o Matrimônio e a Ordenação sempre as contêm. Por devoção pessoal, o cristão pode também prometer a Deus este ou aquele ato, oração, esmola, peregrinação etc." (Catecismo 2101). Para uma autêntica Cultura de Pentecostes na qual os comportamentos são resultantes de uma vida no Espírito, somos convidados a ter atitudes novas, também e especialmente num momento tão celebrativo e significativo como a passagem de ano. No entanto, ao invés de formular novas promessas fundadas no forte impacto emocional do momento, não seria uma nova e bela atitude comprometer-se em assumir as promessas, profecias e direcionamentos dados por Deus a nós? Esse não seria um momento propício para dizer aquele faça-se em mim segundo a Tua Palavra como fez Maria, Mãe de Jesus? Aliás, o dia 1º de janeiro, dia da Santa Mãe de Deus, oferece-nos a oportunidade de recordar-nos daquela que não se preocupou em fazer promessa, mas que permitiu em sua vida a realização da Promessa esperada desde a antiguidade! Esta é uma boa hora para dizer "Sim!". Sim aos planos de Deus, e não às nossas vaidades e projetos pessoais. Sim à Palavra de Deus que pode gerar em nós a Vida nova, tão desejada nesse momento! Sim ao Amor de Deus que nos transforma para sermos pessoas melhores, mais humanas, mais santas! Enquanto as luzes dos fogos iluminam a noite, aqueles que assumem o batismo no Espírito Santo deveriam trazer consigo o desejo de terem suas almas iluminadas pelo Espírito de Deus. Devem cantar "a nós descei, Divina Luz!", como quem reconhece a necessidade da claridade divina para não cair nas trevas do pecado. Deve-se reconhecer a necessidade da graça de Deus para se conseguir cumprir a própria vocação durante todo o novo ano, pois a graça de Deus nunca passará. Compromisso com a Cultura de Pentecostes Para dar forma à Cultura de Pentecostes, a nossa principal missão é "tornar o Espírito Santo conhecido e amado", segundo a orientação de João Paulo II. Da Renovação Carismática Católica não se deve esperar promessas, mas adesão às promessas de Deus! Atitudes de colaboração para a concretização das promessas de Deus em nosso tempo. "Derramarei o meu Espírito sobre todo ser vivo" (Jl 3,1). No coração de cada carismático, o réveillon deve configurar-se como um Novo Pentecostes. É uma excelente hora para apresentar os melhores frutos de evangelização do ano que terminou e aproveitar para encher as mãos de novas sementes da Palavra para serem lançadas, ao longo do ano, em cada canto de nosso país. E aqueles que não "apanharam nada durante o ano todo" devem dizer como Pedro a Jesus: "Confiantes na Tua Palavra, lançaremos a rede!" novamente (Lc 5,5). Recomeçar, reconstruir! Para a atualização da Cultura de Pentecostes necessitamos de testemunhas autênticas. Temos como primeiro e mais perfeito modelo de testemunha, Maria, Mãe de Jesus. Ela é testemunha do nascimento, do ministério, morte e ressurreição de Jesus. É testemunha de Jesus e é também testemunha do Espírito Santo. Foi por meio do Espírito que Maria concebeu, e quando Ele se manifestou no dia de Pentecostes ela estava lá com os discípulos. Maria torna-se o protótipo da Cultura de Pentecostes. Hoje, como "participantes da promessa em Jesus Cristo pelo Evangelho" (Ef 3,6), enquanto nos despedimos de um ano que entrará para a história da RCC pelo tanto de promessas de Deus realizadas na vida desse Movimento, tornamo-nos testemunhas oculares e ativas de tão grande e atual graça. Mais do que fazer novas promessas, devemos continuar assumindo o compromisso de sermos protagonistas para a civilização do amor, que somente poderá ser fecundada por meio da Cultura de Pentecostes estabelecida em nosso tempo. Que Maria nos ensine a dizer Sim e a fazer tudo o que Jesus nos disser, neste novo ano!


Rogério Soares Coordenador do Grupo de Reflexão Teológica da RCCBRASIL

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Dogma da Imaculada Conceção de Maria

Hoje a Igreja celebra o Dogma da Imaculada Conceção de Maria. Não temos dúvidas da fé que professamos, Maria é essencial na vida da igreja!

Que sua devoção a Maria te santifique a cada dia mais. Maria modelo dos chamados!

Salve Maria Imaculada!

"A Santíssima Virgem disse aos meus primos, como também a mim, que Deus está a oferecer os dois últimos remédios ao mundo. São eles o Rosário e a devoção ao Imaculado Coração de Maria. São os dois últimos remédios, o que significa que não haverá outros."

— Irmã Lúcia ao Pe. Augustín Fuentes, em 1957. Dia 8 de dezembro - Dia da Imaculada Conceição e da II Campanha Nacional de Consagrações à Virgem Maria Quem reza o Rosário fiel e devotamente, até o fim da vida. ainda que seja grande pecador, pode crer que receberá uma "coroa de glória que jamais fenecerá” (Pe 5,4). Ainda que estivésseis na beira do abismo, ainda que já tivésseis um pé no inferno, ainda que tivésseis vendido vossa alma ao demônio, ainda que fôsseis um herege empedernido e obstinado, vós vos converteríeis mais cedo ou mais tarde e vos salvaríeis — desde que (notai bem as minhas palavras) rezásseis todos os dias o santo Rosário, devotamente, até à morte, para conhecer a verdade e obter a contrição e o perdão de vossos pecados. Grandes pecadores que se converteram pela virtude do santo Rosário. Que todos, os sábios e os ignorantes, os justos e os pecadores, os grandes e os pequenos, louvem e saúdem, dia e noite, a Jesus e Maria pelo santo Rosário. Rezai todos os dias, com devoção, pelo menos um terço do Rosário; e estareis oferecendo uma coroa de rosas a Jesus e Maria. (S. Luis Maria Grignion de Montfort - A Eficácia Maravilhosa do Santo Rosário).

6 MOTIVOS PARA NÃO ESQUECER MARIA O então Cardeal Joseph Ratzinger – Papa Bento XVI – quando era Prefeito da Congregação da Fé, deu uma entrevista ao jornalista católico Vitório Messori, ( “Rapporto sulla Fede”) que foi publicada no Brasil com o título de “A Fé em Crise?: o Cardeal Ratzinger se Interroga” (Editora Pedagógica e Universitária, EPU, 1985). Entre muitas coisas importantes ensinadas pelo atual Papa, ele coloca seis motivos para não esquecer a Virgem Maria; segundo ele são os pontos nos quais a função da Virgem Maria, de equilíbrio e totalidade se mostra clara para a fé católica; é o que publicamos a seguir (pg. 77):

Primeiro Ponto Reconhecer a Maria o lugar que a tradição e o dogma lhe atribuem significa permanecer profundamente radicados na cristologia original (Vaticano II: “A Igreja, pensando nela com piedade filial e contemplando-a à luz do Verbo, feito homem, com veneração penetra mais profundamente no altíssimo mistério da Encarnação e vai-se conformando sempre mais ao Seu esposo”, Lumen Gentium, nº 65). É, aliás, ao serviço direto da fé em Cristo, e não, portanto, em primeiro lugar por devoção à Mãe, que a Igreja proclamou os seus dogmas marianos: inicialmente a virgindade perpétua e a maternidade divina e, a seguir, após um longo amadurecimento e reflexão, a conceição sem mácula do pecado original e a assunção ao céu. Esses dogmas servem de amparo à fé autêntica em Cristo, como verdadeiro Deus e verdadeiro homem: duas naturezas em uma só Pessoa. Servem de amparo também à indispensável tensão escatológica, indicando em Maria assunta o destino imortal que a todos nós espera. E servem de apoio também para a fé, hoje ameaçada, em Deus criador que pode livremente intervir também sobre a matéria. Este é, entre outros, um dos significados da hoje e mais do que nunca incompreendida verdade sobre a virgindade perpétua de Maria. Numa palavra, como recorda, também o Concílio: “Maria, pela Sua participação íntima na história da salvação, reúne e reflete, por assim dizer, os dados máximos da fé” (Lumen Gentium, nº 65).

Segundo Ponto A mariologia da Igreja supõe o justo relacionamento e a necessária integração entre Bíblia e Tradição. Os quatro dogmas marianos têm o seu claro fundamento na Escritura. Temos aqui como que um germen que cresce e frutifica na vida cálida da Tradição, assim como se exprime na liturgia, no sentimento do povo fiel e na reflexão da teologia guiada pelo Magistério.

Terceiro Ponto Precisamente em sua pessoa de jovem hebréia feita Mãe do Messias, Maria une de modo vital e, ao mesmo tempo, inseparável, o antigo e o novo povo de Deus, Israel e o Cristianismo, Sinagoga e Igreja. Ela é como que o traço de união sem o qual a fé, como acontece hoje, corre o risco de perder o equilíbrio, fazendo com que nós recolhamos o Novo Testamento no Antigo, ou que nos desfaçamos do Antigo. Nela, no entanto, podemos viver a síntese da Escritura inteira.

Quarto Ponto A correta devoção mariana assegura à fé a convivência da indispensável “razão” com as igualmente indispensáveis “razões de coração”, como diria Pascal. Para a Igreja, o homem não é apenas nem somente sentimento, [nem só razão] ele é a união dessas duas dimensões. A cabeça deve refletir com lucidez, mas o coração deve poder ser aquecido: a devoção a Maria “livre de qualquer falso exagero, mas também isenta de uma estreiteza de mente que não considere a singular dignidade da Mãe de Deus”, como recomenda o Concílio, assegura à fé a sua dimensão humana completa.

Quinto Ponto Para usar exatamente as expressões do Vaticano II, Maria é “figura”, “imagem” e “modelo” da Igreja. Assim, olhando para Ela, a Igreja defende-se daquele modelo machista de que falava antes e que a vê como instrumento de um programa de ação sócio-política. Em Maria, sua figura e modelo, a Igreja reencontra o seu rosto de Mãe, e não pode degenerar em uma involução que a transforme em partido, numa organização, num grupo de pressão ao serviço de interesses humanos, ainda que nobilíssimos. Se em certas teologias e eclesiologias Maria não encontra mais lugar, a razão é simples: elas reduziram a fé a uma abstração. E abstração não tem necessidade de Mãe.

Sexto Ponto Como seu destino, que é ao mesmo tempo de Virgem e Mãe, Maria projeta continuamente luz sobre aquilo que o Criador quis para a mulher de todos os tempos, inclusive o nosso. Ou melhor, sobretudo o nosso, em que, como sabemos, é ameaçada a própria essência da feminilidade. A Sua Virgindade e a Sua Maternidade enraízam o mistério da mulher num destino altíssimo, do qual Ela não pode ser deslocada. Maria é a intrépida anunciadora do Magnificat, mas é também aquela que torna fecundo o silêncio e o escondimento. É aquela que não teme ficar ao pé da cruz, que, como realça várias vezes o evangelista, “conserva e medita em Seu Coração” o que acontece ao seu redor. Criatura da coragem e da obediência, é, hoje e sempre, um exemplo para o qual todo o cristão, homem e mulher, pode e deve olhar.

Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, rogai por nós!

BOLETIM PERFEITA DEVOÇÃO


http://www.perfeitadevocao.org/

A devoção profética de S. Luis Maria Grignion de Montfort para o combate
à "desorientação diabólica" dos nossos tempos.