quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Quebra de votos íntimos


“Uma palavra má transtorna o coração; dela vêm quatro coisas: o bem e o mal, a vida e a e morte; sobre estas quem domina de contíguo é a língua.” (Eclo 37,21)

Estávamos orando diante do Santíssimo, e inspirados pelo Senhor, começamos a lembrar de muitas afirmações que fizemos a respeito de nossas vidas que não estão alinhadas com a palavra de Deus, afirmações essas que podem ter caído como um peso de maldição sobre nós.

Lembrei então de um ensinamento que Pe. De Grandis, dos Estados Unidos, nos dava quando falava sobre as palavras que proferimos. Dizia ele que muitas vezes em momentos de dor, ou de desânimo ou de mágoa, ou de profunda tristeza ou movidos por sentimentos de rejeição ou complexo de inferioridade, dizemos coisas que soam como promessas que fazemos a nós mesmos, como votos íntimos que firmamos conosco mesmos. Exemplificando, uma moça que é abandonada pelo namorado por quem está apaixonada diz: “Se não casar com ele não caso com mais ninguém.” Isso vai ter a força de um juramento e, inconscientemente, ela sempre se apaixonará pela pessoa errada ou por alguém que não queira casar com ela. Ou então alguém que perde um ente querido e diz: “Nunca mais serei feliz”. E não será mesmo, pois inconscientemente vai procurar viver de forma a não ter mais alegria e paz no coração. Ou ainda aquela pessoa que diz: ”Sempre fui pobre e sempre serei”. Essa pessoa pode até ter ótimas oportunidades na vida, mas se tiver prosperidade vai dar um jeito de perder tudo para continuar sendo pobre.

Conforme ensinamento de Pe. De Grandis, o que devemos fazer é pedir perdão a Deus por termos falado essas coisas que não estão alinhadas com o seu desejo de bênçãos para nós. A seguir devemos fazer a renúncia desses juramentos, da maneira explicada a seguir. Vamos tomar como exemplo a pessoa que disse que nunca mais seria feliz. Essa pessoa dirá, em voz alta: “Em nome de Jesus , eu retiro essa promessa que fiz de não ser feliz. Clamo o sangue do Senhor Jesus sobre essas palavras e peço a Jesus, meu Senhor e Salvador, que com a sua autoridade e soberania ordene agora que seja quebrado esse juramento e que o poder dessas palavras na minha vida seja desfeito agora para todo o sempre. Agradeço ao Senhor Jesus por me libertar e declaro agora que vou ser feliz porque Jesus veio para me dar vida abundante”. Depois disso, louvar a Deus sempre que se lembrar e agradecer-lhe pela libertação obtida. Dizer também com freqüência: “Daqui para frente serei muito feliz porque abri as portas da minha vida para receber todos os bens que Deus tem preparados para mim”. A moça que disse que jamais casaria vai dizer que retira a promessa de não casar e que está aberta para receber com gratidão e alegria um marido se Deus assim o quiser. A pessoa que disse que sempre seria pobre vai quebrar esse voto, retirar as palavras que disse e vai dizer agora que está aberta para receber todos os bens que a providência de Deus lhe der. E assim por diante, conforme o voto íntimo que tenha sido feito.

Essa é uma poderosa oração de libertação que trará muitas bênçãos para as nossas vidas se for feita com fé no poder do nome e do sangue de Jesus e também com confiança no amor de Deus que sempre quer o melhor para cada um de seus filhos e filhas.


Maria Beatriz Spier Vargas

Secretária geral do Conselho Nacional da RCCBRASIL







terça-feira, 1 de novembro de 2011

Congresso Estadual de Dança e Teatro RCC

Sou obrigado a dizer que estas não traduzem o que foi este singular evento que por providência de Deus não foi gravado em vídeo. Não tenho eu tão pouco palavras acertadas para descrever aquilo que vi, ouvi e vivi. Mas preciso tentar expressar de alguma forma, pois, realmente foi algo do qual não é possivel deixar de falar.

Irmãos, artistas santos e amados,

Eu vi a "arte" pregando com arte e com poder.

Eu vi a "arte" orando com arte e com unção.

Eu vi a "arte" adorando seu salvador e redentor.

Eu vi a "arte" curando e libertando a arte.

Eu vi a "arte" provocando um BES na arte.

Eu vi os artistas recebendo tudo isso por causa da sua arte. Tudo no poder do Espírito Santo e na autoridade de santo nome de Jesus. Onde vi tudo isso? Dentro das pregações, nos momentos de oração e das apresentações. Deles eu destaco:

No momento de adoração diante do Santíssimo Sacramento, bailarinos e atores exercendo sua arte em adoração, sem nenhuma coreografia, apenas exercendo com extrema liberdade a arte como expressão de adoração.

Na apresentação de um jovem coreógrafo e dançarino todos ficamos estarrecidos e assombrados com um balé ao som de lançar as redes. Forte, intenso, humilde, altamente técnico.

Na apresentação solo de "dança com cortinas presas ao teto" (infelizmente não sei o nome correto), todos fomos silenciados por aquela nova beleza delicada e intensa.

No teatro "O palhaço e a bailarina", dois momentos incríveis de arte santa:

A representação apenas com gestos resumindo todo o evangelho entre os dois personagens foi absolutamente envolvente.

Ao final, o dançar da bailarina após experimentar a inspiração em Deus. A liberdade e a intensidade dos movimentos foi literalmente de tirar o fôlego.

No último momento de oração conduzido pelo nosso irmão Mizão (Dioc. Jales/SP), uma provocação aos dançarinos a bailar/ministrar ali com sua vida no Espírito absolutamente improvisado. Este momento foi extremamente contagiante, em pouco tempo toda a assembléia estava agrupada e uma santa moção de "bailar aos pares" e pedir o BES ao mesmo tempo ... em alguns segundos, ministros de dança caindo das mãos uns dos outros em repouso no Espírito. Estávamos e ficamos "todos" extremamente contagiados e comovidos (lágrimas mesmo...) durante alguns minutos. Aleluia! Vale citar ainda: nem Juninho, nem Bel conseguiam se recompor para encerrar aquele momento...

Particularmente, eu nunca presenciei nada semelhante nesses meus 19 anos de MMA. Em três palavras: intenso, violento e santo. Deus seja bendito e exaltado, glorificado pelos séculos!!! Que Deus abençoe a Coord. MMA de nosso estado por essa nova ousadia e visão no Espírito.

Em breve, receberei os audios das pregações e orações e deixarei disponível a todos.

Para encerrar, quero apenas agradecer aos irmãos de Mogi Guaçú (Carla, Evinho, Caíque, Aline, Michele, Carlos) e de Caconde (Elisandro, Roseane, Michele, Beatriz) que também lá estiveram representando nossa amada Diocese. Se vocês acham que eu possa estar exegerando em alguma coisa, procure estes irmãos e peça as partilhas deles.


Fogo e paz!

Handerson Donizete Basso
RCC-Dioc SJBV coord. MMA

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Discípulo do Amor

Há alguém que bate a porta
Há alguém que quer fazer morada em tua casa, em teu coração
Abra, dê acesso a este alguém, esse alguém que não invade, que só espera...
Espera por ti, pois necessita te ama
Esse alguém só pode ser Jesus!
Que nos deu nova vida morrendo na cruz e hoje está aqui,
Sofrendo por tua rejeição
Querendo tua salvação
E derrama Teu Espírito
O Espírito transformador
Que vai te fazer novo
E serás discípulo do Amor.

Carol - Grupo de Oração Luz Divina 2º Acampamento de Música e Artes Renovação Carismática Católica - Diocese de Limeira

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Celebrando Pentecostes

"No nosso tempo, ávido de esperança, fazei com que o Espírito Santo seja conhecido e amado. Assim, ajudareis a fazer que tome forma aquela "cultura do Pentecostes", a única que pode fecundar a civilização do amor e da convivência entre os povos. Com insistência fervorosa, não vos canseis de invocar: "Vem, ó Espírito Santo! Vem! Vem!"." (João Paulo II).



Pentecostes é uma graça constitutiva do grande mistério pascal. Faz parte dele. Isto é, sem o dom do Espírito – sua efusão –, dado como cumprimento da promessa de Deus para estar "com" os homens e "nos" homens (diferentemente do modo como Ele estivera presente no mundo até o dia de Pentecostes), a graça da salvação realizada por Cristo na Sua missão, não avançaria... "Sem o Espírito não é possível ver o Filho de Deus, e, sem o Filho, ninguém pode aproximar-se do Pai, pois o conhecimento do Pai é o Filho, e o conhecimento do Filho de Deus se faz pelo Espírito Santo" (Santo Irineu)


Promover, portanto, o conhecimento, a abertura e o culto ao Espírito Santo, é, essencialmente, promover a possibilidade do encontro das pessoas com a Pessoa e a obra de Jesus Cristo, Senhor e Salvador. Que nos leva ao Pai, fonte e acabamento de nossas vidas.


Essa cultura de pentecostes se põe hoje para nós na mesma medida em que fora colocada para os apóstolos, os cristãos da primeira hora. Ela se faz necessária para reagirmos aos tempos difíceis de propagação e manutenção da nossa fé. Para enfrentar o que está aí, Deus providenciou tempos de um novo Pentecostes para nós. Inúmeros são os sinais.

Como sempre, Deus insta alguns a assumir a tarefa de ser instrumentos a serviço de cada específico propósito Seu.


Claro que não de maneira exclusiva, mas não há como negar que fomos (RCC) sendo talhados, nessas 4 décadas, para essa tarefa de promover o interesse pela cultura de Pentecostes.


Em coerência com a sua identidade e alinhando-se aos "rogos" que de todos os recantos vem subindo aos céus pedindo por tempos de um "NOVO PENTECOSTES", a Renovação Carismática Católica do Brasil – neste ano, comungando com o Projeto "Pentecostes para as Nações" que está sendo proposto pelo Escritório Internacional da RCC – o ICCRS –, dá continuidade ao seu Projeto CELEBRANDO PENTECOSTES, que nada mais é que a propagação da cultura de pentecostes em nosso meio, objetivando a construção da civilização do amor. Assim, passaremos da simples "reflexão" à ação pró-ativa que nos possibilitará darmos nossa contribuição à grande ação evangelizadora proposta pela Igreja na América Latina e no mundo, e tornar propício o terreno onde a graça do derramamento de um novo Pentecostes poderá acontecer entre nós.


Cada um deve se perguntar: o que é que eu, enquanto líder, servo, coordenador de G.O., de cidade, de região, de paróquia, de vicariato, de setor, de diocese, de estado, membro de comunidade ou de G.O., posso, efetivamente, concretamente – fazer para colaborar com a difusão da espiritualidade de Pentecostes, e o estabelecimento de sua cultura?


"A cada um é dada a manifestação do Espírito para proveito comum". Que ninguém, pois, permaneça indiferente ao Projeto Celebrando Pentecostes; que ninguém fique "assistindo" o operar do Espírito na vida dos outros; que ninguém deixe de apresentar-se como "operário da 1ª hora" para colaborar nessa tarefa que é de todos nós.


Que cada um estabeleça, como meta própria, o reavivamento de seu "Pentecostes pessoal", em que os que já fizemos a experiência da efusão do Espírito trataremos de permanecer atentos à possibilidade de uma repleção contínua, garantida pelo Batizador (CIC 667; Ef 5,18). E que se cumpra em nós aquilo que Elena Guerra, a "Apóstola do Espírito Santo dos tempos modernos", predisse: "Que o coração de cada um de nós se torne um novo e verdadeiro Cenáculo no qual o Espírito Santo habite como o mais doce dos hóspedes e o mais fiel dos amigos".






Autor: Projeto Celebrando Pentecostes



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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Arte sacra e espiritualidade

A arte sacra é, para quem a realiza e para quem sabe desfrutá-la, um lugar de experiência espiritual. Se refletirmos sobre muitas tradições, por exemplo a figura de São Lucas como retratista de Maria, a figura de Nicodemos como o primeiro escultor cristão, autor do crucifixo milagroso de Beirut, feito de madeira, que originou a tipologia dos crucifixos chamados do “Rosto Santo”, a imagem do rosto de Cristo impresso no lenço de Verônica, falamos de experiências de encontro. A arte sacra quer encontrar sua origem na visão do Rosto Amado, em uma experiência pessoal. A arte sacra, a arte a serviço da Igreja, realiza, de fato, uma mediação sublime entre o invisível e o visível, entre a mensagem divina e a linguagem artística. A espiritualidade cristã não pode prescindir da visão concreta do rosto de Cristo: ver e representar são instrumentos de “crescimento espiritual”. A espiritualidade cristã, sobretudo no século XVI e em particular na área dominicana, nutre-se da prática das representações interiores, quer dizer, da sobreposição dos lugares da própria vida com os lugares da vida de Cristo, como se exemplifica no convento dominicano de São Marcos, em Florença, onde todas as celas têm afresco para a meditação pessoal dos frades, e como testemunha uma ampla literatura devocional. Como exemplos de diferentes procedências geográficas e espirituais: o ‘Catholicon’ (1286). de Giovanni de Gênova, o ‘Zardino de Oration’, escrito em 1454 e editado em Veneza em 1494, os sermões do frade Michele de Carcano (1427-1484), as sagradas representações de Castellano Castellani (1461-1519), os escritos de São Bernardino da Sena (1380-1444), até chegar, obviamente, aos Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola (1491-1556). Uma importante pintura de Memling, conservada na Galeria Sabauda, em Turim, oferece o tema da Paixão representado, cena por cena, em um único lenço. Os participantes, ajoelhados ao lado de uma Jerusalém “fictícia”, contemplam os sagrados mistérios como se fosse frente a um ‘tableau vivant’ no qual eles mesmos estão incluídos. Trata-se de um importante testemunho de como a arte é imagem e sustenta uma experiência contemplativa. Pela importância da imagem, com uma visão mística, o cardeal Gabriele Paleotti temia a tentação do diabo e, em 1582, no ‘Discorso intorno alle immagini sacre e profane’, escreve: “Mas a malícia do demônio, inimigo de toda virtude, é de tal maneira perversa e está tão enraizada que, a partir do momento que não consegue eliminar o uso santo e de louvor das imagens, atua de maneira que se realizem abusos nelas e que se banalize seu valor. [...] Uma cidade se perde antes com um tratado que com um assédio, e por isso o demônio abandona o assédio com o qual queria eliminar as imagens e prepara um tratado: corrompê-las e enchê-las de abusos”. Muitos místicos recebem em uma visão o encargo de criar uma imagem do que viram. Pensemos, por exemplo, na iconografia do Sagrado Coração, ou ao do Jesus da Misericórdia, provenientes de revelações e que buscam sem descanso o modo de se converter em imagens artísticas. Gostaria de me deter um pouco sobre a extraordinária experiência mística de Santa Margarida Alacoque, que viveu entre 1647 e 1690 na França e que pertencia à ordem da Visitação, fundada por São Francisco de Sales. Na história de sua vida, escrita por obediência ao beato beato Claudio La Colombiére, seu pai espiritual durante um certo tempo, encontramos muitos elementos para uma reflexão sobre a espiritualidade da pintura. A santa é depositária de uma extraordinária experiência relacionada com o Coração de Jesus, fundada no texto de João. Jesus lhe mostra o coração inflamado como um sol fulgurante, e a santa, para fazer florescer a devoção ao Sagrado Coração, oferece a primeira imagem: “Não encontrava nenhum meio para fazer florescer a devoção ao Sagrado Coração, que para mim era como o ar que respirava; e esta é a primeira ocasião que sua bondade me deu. (Santa Margarida) caía enferma às sextas-feiras, e eu pedia às noviças, das quais me ocupava naquele período, que todos os pequenos presentes que tinham em mente para me dar com ocasião de minha festa, os fizessem ao Sagrado Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo. Assim fizeram de boa vontade, preparando um pequeno altar, sobre o qual puseram uma pequena imagem de papel desenhado com tinta em que tributamos todos os dons que o Coração divino nos sugeriu”. Um grande santo do século XX, o padre Pio, disse: “Para a ciência se parte da terra, para a fé é necessário partir do céu, e para a arte é necessário voar entre a terra e o céu”. Com linguagem simples e muito profunda, o padre Pio afirma exatamente que a arte é um meio entre ‘Ratio’ e ‘Fides’, quer dizer, um voo entre o céu e a terra. (Por Rodolfo Papa, pintor, historiador da arte e professor da Universidade Urbaniana) CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 5 de abril de 2011 Fonte: (ZENIT.org)